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segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Raças felinas: Maine coon

Por Equipe Cão Cidadão

Um gato com muitas lendas!

O gato mais longo do mundo se chama Leo, um Maine Coon que mora em Chicago, pesa incríveis 15,8 quilos e mede de focinho ao rabo 1,219 metros, quase o tamanho de uma criança de 8 anos!

Existem várias lendas sobre sua origem. A mais fantasiosa fala sobre o cruzamento de um gato doméstico com um guaxinim (racoon). Apesar de impossível o cruzamento com uma espécie diferente, que nem mesmo é um felino, a lenda parece ter inspirado o nome da raça, talvez pelo seu tamanho ou por sua cauda espessa, às vezes marcada como a de um guaxinim.

O Maine Coon é a primeira raça de gatos norte americana, originária da Nova Inglaterra, mais especificamente do estado do Maine. Acredita-se que surgiu a partir do cruzamento de raças de pelo longo trazidas pelos europeus, como os Angorás, com gatos indígenas de pelos curtos. Em outra lenda os Angorás trazidos pelos europeus, teriam fugido de um navio e pertenciam a rainha Maria Antonieta da França.

Os invernos rigorosos da Nova Inglaterra teriam se encarregado de permitir que apenas os indivíduos mais rústicos e resistentes sobrevivessem.

Características

O corpo é longo, robusto com uma cabeça que parece pequena em comparação ao tamanho do gato. O focinho é longo e quadrado. As orelhas separadas e tufadas e os pés largos com pelos entre os dedos, como uma “bota de neve”, lembram um lince.

Seu pelo é sedoso e mais longo no abdome e na cauda que é larga e farta e mais curto nas patas e nas costas.

Apesar de ser grande e forte, não é agressivo. Dificilmente se ouve seu sibilo ou rosnado. Com todo seu tamanho seu miado é fraco como de um filhote. É um gato dócil, brincalhão que se adapta bem com crianças e com cães. Recebeu o carinhoso apelido de “gigante gentil”. É muito ligado a seu dono, seguindo-o por toda parte, embora nem sempre goste de colo.

Alguns criadores afirmam que estes gatos gostam de segurar o alimento com as patas e molhá-lo na água, como um guaxinim. O Maine coon adora água e se adapta bem a tomar banhos freqüentes. Outros criadores comparam sua vocalização com a de um guaxinim. Claro, são histórias que floreiam as lendas a respeito desta raça.

É considerado um gato muito inteligente, curioso e interativo, fácil de ser adestrado.

Doenças hereditárias

Nesta raça, a cardiomiopatia hipertrófica primária é hereditária e comum. Está ligada a um gene autossômico (não ligado ao sexo) dominante, ou seja, tanto os machos quanto as fêmeas, podem transmitir a doença aos seus descendentes.

O principal cuidado é pesquisar na família do filhote que você pretende adquirir se não há histórico de animais com o problema.

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Texto: Claudia Terzian (adestradora e consultora de comportamento da Cão Cidadão)
Revisão e Edição Final: Alex Candido

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quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Cachorro reencontra dona um dia após se perder em Teresópolis

Não são apenas os moradores das cidades da Região Serrana do Rio de Janeiro que estão sofrendo com a tragédia provocada pelas chuvas da última terça-feira (11). Os animais de estimação também estão passando por maus momentos na tentativa de permanecerem próximos a seus donos.

Cachorro Falcon reencontra dona um dia após se perder em Teresópolis Cachorro Falcon reencontra dona um dia após se perder em Teresópolis (Foto: Henrique Porto / G1)

Foi o caso do cachorro Falcon. O vira-latas da doméstica Miriam Barbosa, uma das cerca de 50 pessoas que caminharam mais de seis horas entre os bairros de Santa Rita e Vila do Paraíso, em Teresópolis, surpreendeu ao se perder pela trilha e reaparecer menos de 24 horas depois, são e salvo, na casa da irmã mais velha da doméstica.

“A gente não tinha como tomar conta dele enquanto caminhávamos. Já tinham as crianças, fora o cansaço, a chuva e a lama. Quando percebi, ele já não estava mais com a gente. Mas, no dia seguinte, lá estava ele na casa da minha irmã Simone, que nos ofereceu abrigo até que possamos voltar para casa”, contou Miriam, sem saber explicar de que forma o cão conseguiu localizá-la.

“Foi incrível. Como ele pôde adivinhar que estávamos ali? Já não tinha mais esperança de encontrá-lo. Menos ainda com vida e em tão pouco tempo. Não só eu, mas todo mundo aqui na casa está muito feliz”, comemorou.

Cachorro que velava túmulo é encontrado


Foi encontrado, no fim da tarde desta terça-feira, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, o cachorro Caramelo. O vira-lata ficou conhecido depois de ter sido encontrado velando o túmulo de sua dona, em Teresópolis. Ela foi uma das vítimas das intensas chuvas na Região Serrana. No domingo Caramelo foi adotado por Marcia Xerez, mas acabou fugindo do condomínio onde mora a família, na Barra. No fim da tarde, Wagner Fialho achou o cachorro no estacionamento do Barra Shopping e o devolveu à dona.

- Agora, vou trancar o Caramelo dentro de um cofre - brincou Marcia.

Podcast: o melhor local para a caixa higiênica do gato

Por Equipe Cão Cidadão

Escolher o local ideal para colocar a caixa higiência - caixa de areia onde os gatos fazem suas necessidades - requer alguns cuidados. No podcast desta semana, o consultor de comportamento da Cão Cidadão, Daniel Svevo, dá dicas superúteis aos donos dos bichanos.

Clique aqui para ouvir!

Férias no hotelzinho: cuidados especiais para preparar seu pet

Por Equipe Cão Cidadão

Nesta época do ano muitas pessoas aproveitam para viajar. Janeiro é mês de férias de verão, e logo mais tem também o Carnaval.

Mas e os nossos queridos pets? Como fazer? Com quem deixá-los, na impossibilidade de curtirem a viagem junto com a família?

Hotéis para cães são uma opção

Neste período do ano, a procura por hotéis especializados em hospedar animais de estimação aumenta muito. Nas grandes cidades, este tipo de serviço tem se tornado bastante comum e com diferenciais cada vez mais atrativos.
Mas e quanto ao bem estar dos animaizinhos?

Como identificar um serviço de qualidade

É preciso bastante atenção quando escolher o local onde o pet ficará hospedado. Um local que trabalha com seriedade certamente permitirá visitas em qualquer dia e horário, para que se possa averiguar as condições de higiene, conhecer as pessoas que tomam conta dos bichinhos, verificar se há espaço para brincadeiras, sombra e água limpa e fresca à disposição.

Os hotéis solicitam a carteira de vacinação do animal, para verificar se todas as vacinas estão em dia, além de pedir que estejam vermifugados e com os remédios contra pulgas e carrapatos em dia.

Estas providências devem ser tomadas com certa antecedência e com a orientação do médico veterinário, especialmente no que diz respeito às vacinas. Isto porque, caso seja necessário vacinar o pet, isto deve ocorrer bem antes do período de férias, já que o estresse causado pela mudança de ambiente provoca uma baixa no sistema imunológico, o que pode deixá-lo mais suscetível a doenças.

Também é importante deixar claro no hotel qual o temperamento do cão: se é medroso, agressivo ou muito agitado. Com estas informações, as pessoas que tomarão conta do amigo de estimação poderão acompanhar melhor a adaptação e socialização deste com outros animais “hóspedes”.

Vale também confirmar se o local dispõe de atendimento veterinário 24 hs e se as pessoas que cuidam dos pets demonstram carinho e dão atenção aos animais.

O hotel deve dispor de espaços para que os animais corram e brinquem, além de locais apropriados para dormirem. Lembrando que os pets não devem ficar presos em gaiolas ou locais muito pequenos.

E o pet? Cuidados para garantir férias inesquecíveis

E chegou a hora de deixar o pet no hotel. O ideal é deixar também seus brinquedos favoritos, seus potes de água e comida, sua caminha e a comida com a qual está acostumado. Com isso, apesar de estar num local estranho e sem a companhia das pessoas com quem está familiarizado, o animalzinho terá objetos familiares por perto, o que facilitará a adaptação no local novo.

Além disso, deve-se deixar também alguma peça de roupa com o cheiro das pessoas queridas para o cão, para que este se sinta mais tranquilo quando estiver no novo ambiente.

Caso seja necessário trocar a alimentação, esta providência deve ocorrer gradualmente e pelo menos quatro dias antes da viagem. E caso o amigo tenha problemas de apetite, este pode aumentar durante uma mudança de ambiente. Assim, alguns dias antes, o ideal é tentar tornar a comida mais palatável e orientar o hotel a agir da mesma forma.

Além disso, caso o pet seja muito “agarrado” ao dono, deve-se treiná-lo a ser mais confiante e independente algumas semanas antes, para que a ida para o hotel não seja muito sofrida. Neste sentido, o dono não deve demonstrar culpa, especialmente na hora da despedida, pois isto causará ansiedade no bichinho.

Falando em ansiedade, exercícios e suplementação alimentar ajudam a combater a depressão que pode atingir o peludo. Esta providência deve ser tomada pelo menos 7 dias antes da viagem, para que seus efeitos sejam garantidos durante o período da hospedagem.

Após a primeira hospedagem, o ideal é que o pet seja deixado no mesmo hotelzinho em outras oportunidades, pois já estará ambientado com as pessoas e com o local.

Tomando estes cuidados, certamente as férias do pet serão tão alegres e animadas quanto às de sua família humana!

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Texto: Cassia Rabelo Cardoso dos Santos (Adestradora Cão Cidadão)
Revisão e Edição Final: Alex Candido

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Raças felinas: Himalaio

Por Equipe Cão Cidadão

O Himalaio é uma raça híbrida, originária dos Estados Unidos, a partir de cruzamentos entre Persas e Siameses. Neste país foi considerada uma raça separada do Persa até 1984, quando a CFA as unificou, mesmo sem a concordância de ambos os conselhos. A CFA – Cat Franciers Associatio – é uma das principais associações responsáveis pelo registro (pedigree) dos gatos de raça do mundo.

Surgimento da raça

O trabalho de seleção desta raça se iniciou por volta de 1920 e os primeiros “Colorpoints” com pelos longos tinham o focinho afilado e lembravam muito mais o Siamês do que o Persa. Como o gene do pelo curto era dominante, foram necessários cruzamentos entre esses híbridos para se chegar ao padrão atual, o que aconteceu perto da década de 50. Somente em 1957 o Himalaio foi reconhecido como raça nos Estados Unidos. Nesta época alguns dos exemplares possuíam olhos da cor cobre. Uma seleção muito rígida entre os criadores fez com que atualmente todos os exemplares possuam os belíssimos olhos azuis.

A raça recebeu esse nome pela coloração escura nas pontas, como os coelhos Himalaios. Como todos os animais com pelagem himalaia, apenas as regiões mais frias do corpo do animal, no caso as extremidades, ficam escuras, por ativar a enzima tiroxinase, que produz melanina. Todos os filhotes nascem brancos ou creme e escurecem apenas nas “pontas” conforme crescem.

Caracteristícas

O padrão ideal para um Himalaio é ter a cor da pelagem e os olhos como os de um siamês e todas as outras características físicas de um persa. Seu corpo deve ser brevilíneo, compacto, musculoso, com os ossos curtos e fortes, pés largos e redondos. A cabeça pesada, redonda com o focinho achatado na linha dos olhos que são grandes e redondos como duas safiras azuis.

A pelagem sempre longa e densa pode ter as mesmas variações de cores que o siamês: seal point, blue point, chocolate point, lilac point, red point, cream point, seal tortie point, blue tortie point, chocolate tortie point, lilac tortie point. São permitidas marcações tabby (rajadas) nas pontas.

O Himalaio necessita de um cuidado diário com a escovação do pêlo, e limpeza da secreção lacrimal para evitar manchas no pêlo. Embora possam tomar banhos, a escovação é o cuidado mais importante no sentido de manter o animal limpo e o pêlo sem nós, prevenindo problemas de pele, ou problemas intestinais causados por uma ingestão excessiva de pêlos.
O comportamento deve ser muito mais próximo do comportamento de um persa. Ou seja, um gato pacato, dorminhoco, gentil, sem agressividade e sem a vocalização do siamês. Dentre os persas é o que mais busca a companhia do dono, é mais ativo e mais brincalhão, portanto deve ter um ambiente com várias opções de brinquedos. Também atinge a maturidade sexual um pouco antes do que um persa, se acasalando aos 10 meses de idade.

Uma ótima opção para quem é apaixonado pelo persa, mas quer um gato um pouco mais interativo.

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Texto: Claudia Terzian (adestradora e consultora de comportamento da Cão Cidadão)
Revisão e Edição Final: Alex Candido

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Saiba como escolher o nome do seu cãod